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O descarte de pilhas e baterias nos postos de recebimento no Tribunal de Contas de Santa Catarina aumentou em 525% de junho a novembro do ano passado. Em setembro do mesmo ano, a Comissão Gestora da Agenda Ambiental (A3P) disponibilizou novos pontos a fim de incentivar a destinação adequada desses resíduos tanto pelo público interno, quanto pelo externo. Ações sustentáveis estão em desenvolvimento desde 2012.

Segundo levantamento da Divisão de Manutenção, em junho foram coletados 3,6 quilos de pilhas e baterias; já em novembro, o número registrado foi de 22,5 quilos. O recolhimento e o transporte são feitos pela empresa Proactiva Meio Ambiente Brasil a cada seis meses — esse período pode variar a depender da necessidade. Atualmente, existem quatro pontos de coleta no Tribunal: almoxarifado (bloco B), reprografia (5º andar do prédio principal), e em ambas as recepções.

De acordo com a gerente de engenharia da Proactiva Meio Ambiente Brasil, Fernanda Maria Vanhoni, os resíduos perigosos são encaminhados para aterros classe I, licenciados pela Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) nas cidades de Blumenau e Joinville. A composição de pilhas e baterias possui diversos metais pesados que são nocivos à saúde humana, o que torna a destinação final correta fundamental (Saiba mais).

 

Lâmpadas

Algumas lâmpadas também possuem substâncias tóxicas em sua composição e por isso, devem ter um descarte especial. No TCE/SC, desde o dia 18 de maio, as lâmpadas halógenas das escadas do prédio principal estão sendo substituídas por de LED. Isto já ocorreu nos corredores do 9º ao 13º andar. As lâmpadas de LED são mais econômicas e não contêm metais pesados, como chumbo e mercúrio.

De acordo com a chefe de Divisão de Manutenção, subordinada à Coordenadoria de Infraestrutura, e membro da A3P, Elaine Zanellato, as lâmpadas retiradas que ainda estiverem aptas para o uso, não são jogadas fora, mas realocadas.

A próxima coleta de pilhas, baterias e lâmpadas está prevista para ocorrer no dia 8 julho desse ano.

 

Saiba mais: Composição das pilhas e baterias e impactos quando descartados no lixo comum

Antigamente, a maioria das pilhas e baterias continha mercúrio. O mercúrio é um metal pesado não biodegradável, tóxico à saúde e ao ambiente. No final da década de 70, surgiram os primeiros sinais de alerta sobre os perigos de se descartar baterias e pilhas usadas juntamente com o resíduo comum. Além do mercúrio, as baterias e pilhas continham, outras substâncias perigosas, que representavam riscos à saúde.

Atualmente, os fabricantes têm desenvolvido novos tipos de baterias contendo menores quantidades de substâncias tóxicas. Nos países desenvolvidos, todo o mercúrio foi retirado das baterias domésticas convencionais, das pilhas de zinco-carvão e das pilhas alcalinas. No entanto, ainda existem pilhas e baterias que contêm mercúrio, como por exemplo, baterias do tipo botão utilizadas em relógios de pulso, em aparelhos de surdez e em algumas câmaras fotográficas. Quase todas as baterias do tipo botão e as do tipo fixo, montadas em equipamentos elétricos, são consideradas perigosas para a saúde e para o ambiente. Em alguns países, esses tipos de baterias, quando exauridas, são devolvidas às lojas onde foram compradas. As baterias usadas de automóveis são deixadas nos postos de gasolina ou em outros postos de coleta apropriados.

Nocivas ao meio ambiente são, também, todas as pilhas e baterias de níquel-cádmio, utilizadas em aparelhos recarregáveis, como telefones celulares, aparelhos eletrodomésticos portáteis, brinquedos, microcomputadores portáteis, escovas de dentes elétricas, barbeadores, lanternas de emergência, entre outros.

Tanto o mercúrio como o chumbo e o cádmio são metais pesados, tóxicos para todos os tipos de vida. Os metais pesados são bioacumulativos, pouco eliminados pelo organismo, podendo provocar sérios danos aos órgãos internos e diversos problemas de saúde.

Fonte: http://www.mma.gov.br/port/conama/processos/0330EB12/GerenciamentoPilhasBaterias.pdf

 

 

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