Prazo
para elaboração das redações do projeto “TCE na Escola” termina nesta
sexta-feira

 

(TCE Informa)

 

(apresentador)

Os
alunos dos 6º e 7º anos das 924 escolas da rede pública estadual têm até o dia
13 de setembro para participar do II Concurso de Redação do projeto “TCE na
Escola”. A iniciativa é do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC), em
parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SED). Os alunos estão sendo
convidados a escrever sobre o tema “O papel do Tribunal de Contas e do cidadão
no combate ao desperdício do dinheiro público”.

 

(repórter)

Cada
escola escolherá uma redação que a representará na etapa regional do concurso.
As redações classificadas em cada regional irão para a etapa estadual, cujo
julgamento será realizado conjuntamente por representantes do TCE/SC e da SED.
A divulgação do resultado final ocorrerá no dia 11 de novembro. A equipe da
Rádio TCE/SC acompanhou o trabalho de uma turma do 7º ano do Instituto Estadual
de Educação, a maior escola da rede pública estadual.

 

(apresentador)

No
começo da atividade, os 35 alunos da turma, entre eles um portador de
necessidades especiais, leem o conteúdo da história em quadrinhos, editada pelo
Projeto “TCE na Escola”. O gibi conta a história de três amigos: Edu, Felipe e
Isa. São adolescentes que se dão conta que os bens públicos, como a escola
deles, não recebem atenção das pessoas.

 

(repórter)

Na
historinha, os amigos percebem o desperdício do dinheiro público, quando é
usado em obras que não beneficiam a sociedade. No final, explicam a função do
Tribunal de Contas, que é a de fiscalizar a aplicação dos recursos arrecadados a
partir dos impostos pagos pelos cidadãos.

 

(apresentador)

Após
a leitura individual, a orientadora do laboratório de Língua Portuguesa do
Instituto Estadual de Educação, Mara Cristina Casagrande, pediu para três
alunos interpretarem os personagens dos quadrinhos. Um dos alunos que fez a
leitura para turma, Harrison de Souza, 12 anos, morador do Ribeirão da Ilha,
comenta o que aprendeu com a história.

 

(aluno)

Entendi
que nós devemos cuidar mais do colégio. Não fazer algumas “palhaçadas” que os
outros fazem, que acabam  estragando mais
(a escola) e a gente poderia usar esse dinheiro para criar mais coisas na nossa
cultura. A gente paga o imposto para poder criar mais coisas para nossa
cultura. Só que o dinheiro não está sendo bem usado porque (o governo) está
tendo que fazer reformas nos colégios, que é coisa que o povo não cuida.

 

(repórter)

A
professora de português da turma, Isabel Ventura, explica que a leitura de
histórias em quadrinhos é um incentivo para outros gêneros textuais.

 

(professora)

Eu
sempre trabalho com histórias de quadrinhos com eles. Levo para a sala de aula
muitas vezes e aí terminou a atividade, eles fazem a história em quadrinhos.
Isso faz com que eles desenvolvam, porque daí eles vão trabalhando vários temas
a partir da história em quadrinhos. É uma coisa que eles gostam, interativo, e
eles nem percebem que estão lendo. É uma coisa bem natural. Vai partindo para
outros gêneros textuais a partir da história em quadrinhos.  

 

(apresentador)

A
dissertação deve ser manuscrita em português, sem rasuras, pelo próprio aluno
participante, na folha oficial do concurso, que traz impresso os logotipos do
TCE/SC e da Secretaria de Estado da Educação. O texto deve ter entre 25 e 30
linhas e contemplar a apresentação de ideias, o seu desenvolvimento e a
conclusão.

 

(repórter)

Os classificados em 1º, 2º e 3º lugares e seus
professores orientadores serão premiados com tablets, e, suas escolas, receberão kits de livros de literatura. Todos também serão
contemplados com
uma viagem a Florianópolis junto com o professor orientador, diretor da escola
e responsável. Eles farão um passeio cultural e participarão da solenidade de
premiação, no dia 18 de novembro, na sede do Tribunal de Contas. O aluno
classificado em primeiro lugar virá à Capital acompanhado, também, dos colegas
de classe. A orientadora Mara Cristina Casagrande destaca que os alunos
precisam ser motivados a ler e a escrever, principalmente em casa.

 

(orientadora)

A
principal dificuldade do professor, penso eu, é motivar os alunos a criarem o
hábito ou gosto pela leitura. Às vezes, eles não têm isso dentro de casa. Eles
não veem o pai e a mãe lendo. E eles chegam na escola sem nenhum incentivo. E
aí é bastante complicado para o professor criar esse hábito, esse gosto pela
leitura dentro da escola. Paralelo à leitura, em consequência disso, vem a
dificuldade da escrita porque o aluno que não lê também é um aluno que não
escreve. Um bom escritor também é um bom leitor.

 

(TCE Informou)

 

Tempo:04’25’’